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Poderia ser um belo enredo de uma série política de uma plataforma de streaming, como Netflix, Amazon Prime, Globoplay, etc. Mas se trata da guerra nos bastidores da política maranhense entre o atual governador Flávio Dino e o senador recordista de votos no Maranhão Weverton Rocha, presidente estadual do PDT, a sigla que mais elegeu prefeitos no estado. 

Dino dá demonstrações de que seu escolhido para sua sucessão será o atual vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que ganhou muita força ao eleger 24 prefeitos da sua legenda, se tornando o partido que mais recebeu votos nos 217 municípios. 481.970 eleitores votaram no 10 para prefeito no Maranhão. 

A única cidade do estado que há segundo turno, a capital São Luís, é justamente o ponto alto da guerra nos bastidores. Weverton, bem como todo PDT e lideranças que apoiaram o 3° Neto Evangelista (DEM), estão com Duarte Jr (Republicanos) atravessados na garganta desde que este assumiu o mandato na Assembleia Legislativa, onde comprou briga com gregos e troianos. Duarte encontrou guarita na sigla de Brandão e apoio em Josimar de Maranhãozinho (PL), eventuais pré-candidatos ao governo do Maranhão. Weverton mandou para o campo todo seu PDT, inclusive o vereador Osmar Filho, para apoiar Eduardo Braide (Podemos), visto pelo governador como candidato bolsonarista.

Com o rugido dos Leões em prol de Duarte Jr, Weverton Rocha não entrou na campanha. Certo que nas próximas semanas os prefeitos eleitos ou reeleitos pedetistas devem ter uma "atenção especial" do governo, fato que vai colocar mais lenha na fogueira. Roberto Rocha e Roseana Sarney estão de camarote assistindo essa "guerra fria" na base do governador. Além do PDT, Weverton tem influência no DEM e PTB. A jogada está clara: ou Weverton será o candidato do governador ou o racha será grande e a briga intensa. 

Essa novela ainda terá muitos capítulos com cenas dramáticas. O fiel da balança é Josimar de Maranhãozinho e as pretensões de Dino também têm peso político. Para o governador existem três possibilidades: 1) continuar no governador até o fim do mandato; 2) deixar o governo em abril de 2022 e sair como candidato ao Senado, e 3) deixar o governador em abril e sair candidato numa chapa presidencial, quer como vice ou como candidato à presidência da República.

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