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Hoje, vou usar a minha pagina para falar de mim, falar exatamente como eu sou, exatamente  como eu penso, exatamente como eu quero que vocês me conheçam! Gosto das coisas simples, de mata, rio e igarapé, tenho uma linguagem simples, pois assim a vida me ensinou, sou matuto que vive em curso natural, porém um sonhador.

No dia 22 de julho de 1982, contam os meus parentes mais velhos, que quando eu tinha um ano e sete meses, certa noite eu acordei aos choros, minha mãe me pegou nos braços e falou: Talvez esse choro seja de ciúmes porque seu irmão mais novo irá nascer hoje. E eu continuava a chorar... Logo em seguida minha mãe entrou em trabalho de parto, deu a luz e depois por complicações durante o parto perdeu a vida. E aquele dia foi a última vez que eu estive em seus braços.

Após o falecimento da nossa mãe, minha irmã e eu fomos morar com nossos tios e meu irmão recém-nascido com nossos avós.

Levei minha infância com vários problemas de saúde, comecei a andar e a falar com sete anos de idade. E confesso que a única coisa que me dava prazer era ir a casa dos meus avós ouvi a rádio nacional de Brasília num radio a pilha. Ficava horas escutando Márcia Ferreira e Edelson Moura - locutores da época - e sonhava ser um deles, eu vivia encantado pela magia do rádio desde minha infância e me planejei desde então me tornar radialista um dia. Quando eu falava dos meus sonhos para meus primos, eles diziam que eu era louco, um sonhador.

No dia 28 de Agosto de 1991 a rádio Boa Esperança foi inaugurada em Esperantinópolis,  e vi aí a oportunidade de realizar meu sonho, mas eu era apenas uma criança de 10 anos de idade, e portanto, naquele momento, não tinha como eu consegui qualquer oportunidade.

O tempo passou, e eu conheci Mário Jorge, o então secretário de finanças de Esperantinópolis, em 1998, e na ocasião eu falei para ele dos meus sonhos e então o mesmo me aconselhou a falar com Chico Monteiro. Me lembro até hoje de toda a conversa que eu tive com Chico, quando terminei de falar dos meus projetos para ele, ele me fez somente uma pergunta: "De qual família eu pertencia?" eu respondi "a família de Barroso". Então ele perguntou se eu era neto de Asis Barroso, o carpinteiro, eu respondi que sim. Em seguida, ele me disse que eu seria uma pessoa de frente na rádio porque tinha estrela e ainda disse que eu ia longe.

Então, começamos a trabalhar na construção de uma emissora e em 27 de junho de 1998, veio ao ar a rádio Verdes Montes FM e eu já estava fazendo parte daquela equipe. 

Em 2003, tive o privilégio de ser convidado pelo então prefeito, Chico Jovita, a fazer parte da equipe da rádio Boa Esperança do Mearim. Nesse momento realizei meu grande sonho de criança.

Pouco tempo depois tive o privilégio de está na direção dos três meios de comunicação local, as rádios AM,FM e TV. Em 2008, o então prefeito Mário Jorge, criou a secretaria de comunicação e eventos e me nomeou primeiro secretário desta pasta no município de Esperantinópolis.

Quero falar agora de como surgiu meu interesse pela política. Como eu havia dito antes, quando eu era criança eu apresentava uma saúde muito frágil, e um dia dessas minhas crises eu fui trazido por meu tio para fazer uma consulta, no percurso, ao passar pela casa do então vereador Zé Cearense, o mesmo perguntou para meu tio Assiszinho Barroso o quê que eu tinha e se propôs a me ajudar. E aquele gesto de bondade me encantou e disse ao meu tio que eu também queria ser um vereador. E conseguir também realizar esse meu sonho de criança.

Entre o sonho e a realização do mesmo enfrentamos vários obstáculos, e nós precisamos está preparados, sermos fortes, pois ninguém irá bater tão forte na gente como a própria vida. Mas o mais importante não só saber apanhar e sim saber o que fazer depois que estiver de pé.

Confesso a vocês que hoje vivo sem grandes sonhos, estou vivendo meu presente, estou me sentindo feliz no trabalho e também em minha vida pessoal. E sou orgulhoso por ser pai de uma linda e meiga filha.

Mas confesso a vocês que sinto falta daquele menino sonhador que vivia mais próximo de Deus.  Do menino que não conhecia a maldade do mundo, que achava que depois que realizasse seus sonhos iria viver num paraíso.

Muitos dizem que eu tenho sorte, aí eu respondo: O segredo para ter sorte é não exigir muito da vida e sempre correr atrás de seus pequenos ou grandes sonhos.

Um amigo me disse que eu sou um milagre da natureza e me deu a ideia de escrever essa pequena biografia da minha humilde vida e compartilhar nesta página que leva o meu nome para todos os amigos, seguidores e leitores.

Obrigado a todos por sempre me acompanharem por todos os meios de comunicação no qual eu já passei. Agradeço profundamente todos aqueles que fizeram e fazem parte da minha vida. Queria apenas citar nomes de algumas pessoas em especial, que me ajudaram a deixar meu nome escrito nas páginas do meu município, são eles: Anísio Carneiro, Chico Monteiro, Chico Jovita, Mário Jorge e Dr. Raimundinho. Obrigado por sempre acreditarem em mim e no meu profissionalismo.

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