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As medidas adotadas pelo Estado do Maranhão no âmbito da educação para aprendizagem dos estudantes, em casa, durante o isolamento social de prevenção ao Covid-19, foram destaque nesta sexta-feira (17), em Live com professoras doutoras de universidades brasileiras referências em Ciências da Educação. 

Com o tema “Educação em tempos de isolamento: Como lidar com este fato?”, participaram do Live organizada por Marcelo Parra, da Faculdade de Educação da USP (FEUSP); a professora Dra. Carlota Boto (USP); a professora Dra. Maria Luisa Furlan Costa, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e o secretário de Estado da Educação, Felipe Costa Camarão. 

Carlota Boto, referência em estudos da educação no país, destacou que a experiência do Maranhão deve ser tomada como exemplo pelos educadores uma vez que possibilita o atendimento de todos os alunos nesse momento de pandemia. “A experiência rica do Maranhão demonstra que é possível utilizar esse momento, criando nessa crise a oportunidade para fazer coisas bonitas, utilizando várias ferramentas e disponíveis possíveis para que todos os alunos sejam contemplados”, destacou.

“O Maranhão tem feito isso, nem um aluno a menos, atendimento de todos. Espero que novos educadores aprendam com essa experiência e façam isso, interpretem o tempo e façam dele uma oportunidade”, elogiou a cientista. 

O secretário Felipe Camarão enumerou as ferramentas e instrumentos pedagógicos não presenciais orientados pela Seduc para as escolas e professores maranhenses, que puderem optar conforme sua realidade. “Após a edição do Decreto Estadual de suspensão das aulas, reunimos os diversos órgãos e construímos uma resolução do Conselho Estadual de Educação e uma portaria regulamentando essas atividades”, pontuou.

“Adotamos um conjunto de instrumentos pedagógicos não presenciais, que não é EAD, para dar oportunidade aos nossos alunos de desenvolverem suas atividades nesse momento de pandemia. E aí vieram as videoaulas na TV e aulas no rádio, ambos canais públicos, também transformadas em podcasts e disponíveis em canais virtuais”, detalhou Camarão.

O secretário de Educação acrescentando que o material irá para a biblioteca do Unicef, que irá disponibilizar a países como Moçambique e Guiné.

Camarão ressaltou ainda: “Os professores e escolas têm liberdade de usarem outras ferramentas, das redes sociais, por exemplo. Mas o nosso diferencial é que tudo isso precisa ter monitoramento e avaliação, com planejamento, ciência e método. Definimos que a escola que tivesse acesso pode contar como carga horária, e quem não tiver acesso deve justificar à regional para posterior adequação do calendário pela Seduc”. 

“É um aconchego na alma ouvir que o Maranhão está fazendo diferente do restante do país inteiro. Ouvir a experiência do Maranhão hoje é importante, e ver o que podemos fazer para melhorar a educação”, revelou a professora da Universidade de Maringá, Maria Luísa, referência em EAD no Brasil.

“Nós da educação precisamos encontrar alternativas assim, para aproximar alunos e professores. Precisamos lutar pela manutenção do isolamento social para conter esse vírus”, concluiu Maria Luisa.

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