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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar nesta sexta-feira, em Belo Horizonte (MG), que poderá não disputar a eleição presidencial de 2022.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o petista alegou o peso da idade de 74 anos para não concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

Lula afirmou que pode não concorrer em 2022 ao ser perguntado sobre pesquisa que o coloca em segundo lugar, atrás do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e à frente de Ciro Gomes (3º lugar) e Sérgio Moro (4º lugar).

Segundo o ex-presidente Lula, Moro sempre quis ser candidato à Presidência e lamentou que o ex-juiz tenha tirado ele na disputa em 2018, quando tinha crescido 16 pontos nas pesquisas. O petista lembrou que foi uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que o defenestrou da corrida presidencial.

Não foi a primeira vez que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que poderia ficar na plateia, sem disputar o palco principal. No dia 18 de dezembro do ano passado, durante evento com artista e intelectuais no Rio, o petista também alegou a questão da idade, mas ainda apontou os processos e a Globo como obstáculos concretos para voltar a presidir o Brasil.

A possibilidade de Lula jogar a toalha em 2022, de acordo com o próprio, abre uma avenida de especulações no campo da centro-esquerda. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), por exemplo, tenta se viabilizar sob a bandeira da “frente ampla” e já coleta apoios em setores tradicionalmente identificados com o petistas. É o caso do frei Leonardo Boff.

“Há muito que venho dizendo: só uma pessoa do caráter do Flavio Dino, do Maranhão, levará o Brasil pra frente”, disse o teólogo, filósofo e escritor no início deste janeiro.

Outros políticos que precisam dos votos lulistas para começar a sonhar com a sucessão de Bolsonaro igualmente colocam sebo nas canelas. Vide Ciro Gomes, Roberto Requião e- por que não? — a presidenta do PT Gleisi Hoffmann.

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