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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB),  até este momento, tinha sinalizado uma possível candidatura à presidência, desde que começou a protagonizar encontros com alianças nordestinas e nacionais, entre elas, seu ex-inimigo, José Sarney. Dino chegou a admitir durante entrevista sua possível presidente da República.
O que Dino não esperava era que o episódio da reintegração de posse da Comunidade Cajueiro, na zona rural de São Luís, ganhasse grande proporção nacional e colocasse um fim no seu sonho de chegar a Presidência da República. O governador que classifica-se em seus discursos como defensor dos mais pobres e oprimidos, teve o seu discurso fragilizado. 
Moradora em desespero implorando para não ter casa destruída
Cenas que a população maranhense jamais pensaria em ver novamente, voltou a se repetir no Maranhão. Gás de pimenta nos olhos de quem está perdendo sua casa, tratores e presença ostensiva de forças policiais. É assim que os moradores da comunidade do Cajueiro, na zona rural de São Luis (MA), foram tratados. Os fatos, registrados em vídeos e fotos,  chocou o Maranhão e Brasil ganhando grande repercussão nacional, tudo isso aconteceu durante o processo de remoção autorizado por uma decisão judicial, que beneficia uma empresa portuária. No local, vivem centenas de moradores, entre eles idosos e crianças, que vivem da pesca artesanal, da agricultura familiar e do extrativismo, que veem seu modo de vida tradicional ameaçado pela construção de um empreendimento bilionário.
Complicando ainda mais a situação do governador Flávio Dino, foi divulgado em diversos sites de noticias, um documento a qual revela que a empresa mandante da ordem de despejo da comunidade Cajueiro financiou a campanha de Flávio Dino. Trata-se da empresa, WTorre, responsável pela construção de um novo terminal portuário e pela demolição de casas na comunidade do Cajueiro, fez uma doação de R$ 252 mil à Flávio Dino para a campanha ao governo do Maranhão, em 2014.
Além da demolição das casas na comunidade e o uso das forças armadas, outro fato causou grande revolta até mesmo entre aliados de Flávio Dino durante esta semana. Foi o uso do Batalhão de Choque, bombas e até balas de borrachas, para retirada de moradores que aguardava em frente ao Palácio dos Leões, um simples diálogo com o governador, já que em 2015 em seu primeiro mandato,  ele revogou um decreto da gestão anterior, que desapropriava a área da comunidade.
Moradores acampados na sede do governo horas antes da remoção
O episodio causou revolta até mesmo ao partido de um dos grandes aliados de Flávio Dino, trata-se do PSOL, partido de Guilherme Boulos.  Em uma nota divulgada pelo partido de Boulos, foi exigido do governador Flávio Dino coerência no trato da questão do Cajueiro. O partido destacou no comunicado que moradores da área foram “violentamente reprimidos pela Polícia Militar do Maranhão” e lembrou que, em âmbito nacional, a postura do governador maranhense é outra.
“O PSOL exige do governador Flávio Dino (PCdoB), que tem sido parceiro na luta contra o governo Bolsonaro, que seja consequente com a postura que defende nacionalmente e tenha uma posição em defesa da comunidade centenária do Cajueiro e de sua população, descendente de índios e quilombolas, que vive sobretudo da pesca e da agricultura familiar”, diz nota.
O PSOL, classificou como violeta o uso da Polícia Militar do Maranhão contra os manifestantes  e até mesmo contra mulheres gravidas.
“Não bastasse isso, os moradores que à noite se manifestavam em frente ao Palácio dos Leões foram violentamente reprimidos pela Polícia Militar do Maranhão com gás de pimenta, balas de borracha e uso de tropa de choque.”
Governador Flávio Dino recepciona Guilherme Boulos (PSOL) no Palácio dos Leões
O partido exige do governador que seja aberta uma mesa de negociação e diálogo com a comunidade de Cajueiro.
O episódio sem dúvidas marcou o segundo mandato do atual governador do Maranhão,  Flávio Dino, dificilmente conseguirá recuperar a confiança e a credibilidade nos seus discursos em defesa dos mais pobres e vulneráveis, até mesmo entre os partidos de esquerda. Nas redes sociais o atual governador recebeu milhares de mensagens contra sua postura. Entre elas do ator global, Bruno Gissoni, conhecido nacionalmente pela participação em diversas novelas da Rede Globo. Bruno assim como o PSOL, cobrou do governador uma posição sobre o ‘CAJUEIRO”. 

www.enquantoissonomaranhao.com.br

Comentários do Blogger

3 Comentários

  1. Presidente do presídio em que Lula está ele vai ser presidente de lá com certeza

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  2. Presidente do PCC com certeza vai eleito na prisão

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  3. Dinossauro só sabe aumentar impostos até parece que esse governador estudou pra economia e não pra direito só que com um porém a economia que ele estudou foi com o PCC porque só a facção dele tem direitos

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