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 Dois dos três senadores do Maranhão seguirão unidos nas eleições de 2022 para o governo do Estado. No último dia (02), a senadora Eliziane Gama, do Cidadania, em entrevista na TV Mirante (afiliada da Globo, de propriedade dos familiares do ex-presidente José Sarney) confirmou o apoio ao também senador Weverton Rocha (PDT). Ambos são aliados de primeira hora do governador Flávio Dino (PCdoB).

A declaração da senadora caiu como uma bomba no meio político maranhense, pois a senadora é tida como uma das aliadas mais fiéis do governador, que tem insistido na tese de que seu grupo só discutirá a questão de sua própria sucessão a partir de novembro próximo.

O grupo do governador tem dois pré-candidatos principais ao governo. O atual vice-governador Carlos Brandão (recém-filiado ao PSDB, após deixar o Republicano) e o senador Weverton. Brandão tem seguido à risca a liturgia pregada por Dino e se mantém calado quanto ao processo sucessório, com a segurança de quem sabe que vai assumir o governo dentro de aproximadamente um ano, quando o governador se afastar para ser candidato ao Senado e vai governar no período da campanha e do pleito.

Weverton tem a seu favor um mandato que estende até janeiro de 2027, podendo ser candidato ao governo mantendo o cargo de senador. E vem agindo de forma diametralmente oposta a de Brandão, criando fatos e se preparando para disputar a eleição de governador. Vem montando um grupo político que abrange setores aonde a influência de Dino não chega, cooptando antigos adversários outrora ligados a Sarney e Lobão, entre outros. Ainda recentemente anunciou a montagem de um grupo de trabalho com a tarefa de elaborar seu plano de governo, para mostrar que está se preparando a sério para a disputa de 2022.

A definição da senadora pela pré-candidatura de Weverton faz parte dessa estratégia do fato consumado e, com certeza, se constituiu no fato político mais importante deste início de abril.

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