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Presidente da Embratur, veterinário, produtor rural, empresário e músico (cantor, sanfoneiro e compositor da banda de forró Brucelose). A apresentação que Gilson Machado fez de si mesmo em uma rede social é apenas uma amostra do perfil heterogêneo do novo ministro do Turismo, escolhido na quarta-feira (9) pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir o demitido Marcelo Álvaro Antônio.

Aliado próximo a Bolsonaro já na pré-campanha ao Palácio do Planalto, ele ficou conhecido por aparecer ao lado do presidente tocando sanfona nas lives que ocorrem às quintas-feiras. Desde o início do governo, Machado já apareceu em 13 delas.

Dono de uma pousada em São Miguel dos Milagres, no litoral de Alagoas, o pernambucano começou seu trabalho em Brasília, em janeiro do ano passado, em um cargo de segundo escalão. Coube a ele, no início do governo, assumir a Secretaria de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente, chefiado por Ricardo Salles.

Quase seis meses depois, ele foi nomeado para presidir o então Instituto Brasileiro de Turismo, transformado no fim do ano na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. No comando da Embratur, ele ganhou mais destaque no entorno do presidente, passando a dispor de um status semelhante no setor ao do então ministro Marcelo Álvaro Antônio.

Amigo de Bolsonaro, Machado costuma frequentar o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Foi lá que ele protagonizou, em junho, uma cena que acabou virando piada involuntária, ao ser convocado para tocar e cantar “Ave Maria” na sanfona, sentado atrás de Bolsonaro, em homenagem às vítimas do coronavírus no Brasil.

Bolsonarista “raiz”, ele influenciou o chefe nas eleições municipais e foi o responsável por convencê-lo a apoiar a candidata Delegada Patrícia (Podemos) à prefeitura do Recife. A ajuda, no entanto, não rendeu frutos: ela acabou em quarto lugar. Em 2019, Machado foi cotado para disputar o comando da capital, mas a ideia não vingou.

O novo ministro também se envolveu na tentativa, até agora frustrada, de criar o partido Aliança pelo Brasil, depois que Bolsonaro deixou o PSL em novembro do ano passado. Na véspera da sua entrada no primeiro escalão do governo, Gilson participou do evento de lançamento do Instituto Liberal-Conservador, do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). E discursou logo após o então ministro do Turismo, fazendo loas ao governo Bolsonaro e ao movimento conservador.

“Eu venho da iniciativa privada. É uma grande decepção a gente chegar aqui em Brasília e ver a velocidade com que as coisas andam. Até pra apertar botão de elevador tem que ter reunião aqui. É impressionante, mas é a pura verdade.”

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