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 Por G1 MA 

Morreu na madrugada deste sábado (24), em São Luís, a transexual Natasha Nascimento, de 29 anos, que havia sido agredida há pouco mais de um mês, enquanto voltava de uma festa em São Luís Gonzaga, a 258 km da capital maranhense.

Natasha estava internada há duas semanas no Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís. A causa da morte não foi divulgada. O estado de saúde dela era considerado grave.

Ao G1, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que prestou toda a assistência à vítima, desde sua entrada no Hospital Regional Dra. Laura Vasconcelos, em Bacabal, durante a transferência em UTI aérea até sua entrada em São Luís.

Segundo a secretaria, o corpo de Natasha foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte da paciente.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) manifestou profundo pesar pelo falecimento de Natasha. A pasta afirmou que repudia qualquer ato de intolerância e atentado contra a vida humana.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) instaurou um inquérito para investigar o caso e até o momento, 11 pessoas já foram ouvidas. Segundo a polícia, ninguém foi preso.

Natasha Nascimento foi espancada por cinco pessoas enquanto passava pela BR-316, na altura de São Luís Gonzaga. Ela teve seis costelas quebradas, o maxilar deslocado e várias fraturas pelo corpo. A Polícia Civil investiga o caso.

Dois homens e três mulheres foram apontados como principais suspeitos de envolvimento com a agressão. A mãe de Natasha, Delsina Nascimento, relatou que a filha sempre enfrentou desafios por conta da orientação sexual e que temia pela segurança da família.

Após o crime, a Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) afirmou que estava acompanhando o caso e que ele pode ser enquadrado como crime de transfobia.


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