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Solidariedade. Essa é a palavra de ordem para os mais de 70 voluntários que trabalham na produção de equipamentos de proteção individual (máscaras tipo face shields) que vêm sendo destinadas aos profissionais de saúde que cuidam dos pacientes contaminados com o novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão.

Em parceria com o grupo “Makers contra o Covid-19” e apoio de outras instituições, antes da Semana Santa já foram produzidas e entregues 320 unidades desse tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) ao sistema público de saúde. Os makers são pessoas ou grupos que vêm promovendo a inovação no Maranhão. Eles têm o apoio do Casarão Tech, aberto pelo Governo do Estado no Centro Histórico de São Luís para estimular achados tecnológicos.

Semelhantes às viseiras de capacetes de motociclistas, as face shields são a primeira barreira física a evitar que médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem entrem em contato com as gotículas de vírus exaladas por pacientes infectados.
Para evitar aglomerações, a maior parte dos voluntários trabalha de casa na produção dos EPIs, com mais de 80 impressoras 3D ativas. Outras 18 pessoas atuam na montagem das peças no Casarão Tech.

A iniciativa solidária é uma “ação composta por diversos atores que trabalham em sinergia”, como explica Leandro Franco, superintendente de Inovação da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), pasta que coordena o projeto.

“É um trabalho feito a várias mãos. Fizemos um chamado para a comunidade maker para que uníssemos esforços e conhecimentos na fabricação desses equipamentos tão importantes”, frisa. 

A ação conta com uma rede de apoiadores e doadores e mobiliza uma complexa cadeia de produção.

“Temos um sistema de logística em que a gente distribui suprimentos e coleta os equipamentos já impressos nas casas desses voluntários”, detalha Leandro Franco. 

Os equipamentos e insumos para o projeto foram adquiridos pelo Governo do Estado em auxílio a essa força-tarefa. Segundo Leandro Franco, os materiais poderão ser reutilizados após o período pandêmico. 

“Toda essa estrutura que está sendo criada pode ser aproveitada pós-Covid, o que torna mais interessante ainda esse investimento”, destaca o superintendente. 

Mais EPIs e novos protótipos

Os trabalhos dessa rede solidária ainda estão focados na confecção em escala das face shields, mas segundo o gestor do Casarão Tech, Igor Santana, equipes já iniciaram a fase de teste de máscaras N95 (utilizadas para impedir que o profissional de saúde inale pequenas partículas transportadas pelo ar) e a estruturação de protótipos de ventiladores. 

“Todo o processo de produção precisa primeiro passar pela fase de validação. Nós pegamos os projetos, adaptamos, mostramos aos profissionais da saúde, observamos se eles estão dentro das normas médico-sanitárias da Anvisa, para depois escalar a produção dos materiais”, ressalta Igor Santana. 

Por enquanto as entregas dos EPIs são realizadas semanalmente. A ideia é que a produção e distribuição dos equipamentos sejam aceleradas nos próximos dias. 

“Nosso objetivo é fazer uma entrega talvez a cada três dias. Ainda estamos afinando isso melhor para gente conseguir atender a demanda com mais rapidez. A nossa meta é entregar o máximo possível em cada semana”, pontua o gestor.

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