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Um levantamento feito pela consultoria Atlas Político, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, apresenta resultados de uma disputa entre os principais candidatos à presidência do Brasil se as eleições acontecessem hoje. A pesquisa aponta que o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, continua estável como preferido ao cargo.

De acordo com o levantamento, Bolsonaro venceria com 41% das intenções de voto, seguido de Luciano Huck com 14% dos votos. Em terceiro lugar está o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), com 13% dos votos. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2,5%. Eleitores indecisos ou que declararam voto branco ou nulo seriam 27%.

As abstenções diminuiriam significativamente – para 9% – em um cenário em que participassem das eleições o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-juiz Sergio Moro. Bolsanaro continuaria na frente, com 32% dos votos, mas, seria ameaçado por Lula, que teria 28% dos votos. Já Moro, teria 20% dos votos, seguido de Huck (6%), Dino (3%) e Doria (0,6%).

A pesquisa foi realizada na Internet via convites randomizados com 2.000 pessoas, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Segundo os pesquisadores, nesta primeira série, o nome do PDT não foi incluído para poder delimitar o número de cenários.

O cenário em que Lula e Moro disputam a eleição é, atualmente, meramente hipotético. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, nega qualquer intenção de disputar a presidência do Brasil com Bolsonaro como rival. Já o ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância no processo do tríplex e mesmo solto desde novembro o petista não pode se candidatar, por conta da Lei da Ficha Limpa.

Os advogados de Lula têm tentado reverter a situação, apostando em apontar falhas no julgamento de Moro, que, à época, era o juiz do caso. Caso a maioria dos ministros do STF decida que Moro atuou de forma parcial, a condenação do ex-presidente no caso do tríplex retornaria para a primeira instância. Neste caso, Lula deixaria de ser ficha suja e estaria livre para se candidatar.

O levantamento também mediu a aprovação do Governo Bolsonaro, que se manteve estável de acordo com a margem de erro: 29% agora, contra 27% em novembro de 2019. Enquanto isso, a reprovação registrou uma queda de cinco pontos percentuais, de 42% em novembro, para 37% agora.

O otimismo com a gestão Bolsonaro também se reflete sobre as expectativas para a economia: metade da população diz acreditar que a situação econômica do país deve melhorar nos próximos seis meses. Ainda houve uma ligeira melhora na percepção sobre a criminalidade e a corrupção. Trinta por cento dos brasileiros dizem acreditar que a criminalidade está diminuindo —contra 27% em novembro do ano passado— e 26% disseram o mesmo sobre a corrupção, contra 17% em novembro.

A pesquisa também avaliou a imagem de outros políticos e personalidades junto aos entrevistados. Enquanto Moro lidera o ranking dos que tiveram maior avaliação positiva (54%), seguido de Bolsonaro (43%) e Paulo Guedes (43%), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) aparece com o maior índice de avaliação negativa (66%), seguido de João Doria (64%) e Fernando Haddad (59%).

*Com informações do El País.

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