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O secretário de Estado da Indústria e Comércio do Maranhão, Simplício Araújo, acabou admitindo hoje (24), mesmo sem querer – durante uma discussão com o senador Roberto Rocha (PSDB) – informação do tucano segundo a qual a cervejaria Heineken não se instalou no Maranhão por conta da alta carga de impostos.
O caso foi revelado por Rocha ontem (23), durante entrevistas a rádios locais (reveja).
Em nota, a pasta comandada por Simplício tratou de negar a versão, explicando que, como a Brasil Kirin foi vendida em fevereiro de 2017 para Heineken – e o ajuste da alíquota de cerveja no Maranhão ocorreu somente em março de 2019 -, a opção da empresa de não investir no Maranhão seria anterior e não relacionada à política de tributos.
No bate boca virtual com Roberto Rocha, o secretário confirmou que impostos estão sendo “usados para incentivar uma cadeia produtiva”, no caso, a da mandioca, usada na produção da cerveja Magnífica, da Ambev. E advogou a tese que o senador, ao fazer alarde sobre o assunto, “torce contra o Maranhão e não gosta dos maranhenses”
Ele ainda acrescentou: “A haineken (sic) é produzida com trigo de outros países”, no que parece uma forma de justificar o imposto mais alto para a “importada” – embora a cervejaria anuncie em sua composição apenas malte de cevada, água e lúpulo.
Abaixo, trechos do entrevero entre Simplício e Rocha no Whatsapp retirados do blog Marrapá.

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