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Em participação na edição especial do programa Com Saúde, da Rádio Timbira, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, fez um balanço das ações realizadas pela gestão estadual este ano. Entre os destaques estão a inauguração de 13 novos serviços para o enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19), aumento no número de leitos de UTI e enfermaria, bem como o anúncio de novas unidades previstas para serem entregues em 2021.

“Neste ano de 2020, o diferencial do Maranhão, frente ao restante do país, foi instalar os primeiros leitos para enfrentamento da Covid-19 quando ainda não tínhamos confirmação da doença no estado. Foram 13 hospitais em 12 semanas e, para qualquer um que você perguntasse, nenhum saberia dizer como fazer isso. Viramos a madrugada para tornar possível e devo tudo às melhores pessoas, que se doaram 100% para o trabalho”, informou Carlos Lula.

A experiência exitosa do Maranhão no enfrentamento a pandemia é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como órgãos da saúde e o Consórcio de Veículos de Impressa que tem apontado o controle dos casos no estado. Embora o resultado seja positivo, o secretário reforçou a necessidade de manutenção das medidas sanitárias até a imunização. “O que eu peço para as pessoas é cautela, pois sei da expectativa pelo fim deste ano, mas para isso precisamos vacinar as pessoas. O limite por estabelecimento continua, precisamos tomar essas medidas agora justamente para que outras mais drásticas não precisem ser adotadas”, pontuou.

Ao ser questionado sobre a estratégia para a vacinação contra o novo coronavírus, Carlos Lula esclareceu sobre a necessidade do Ministério da Saúde de exercer o papel de coordenador do Programa Nacional de Imunização, bem como das medidas a serem adotadas pelo Governo do Maranhão em caso de descumprimento.

“O ideal, no Brasil, seria vacinar todos os grupos ao mesmo tempo. Em caso do Governo Federal não cumprir o acordado, aguardaremos até três semanas para fazermos a aquisição de vacinas e iniciarmos a imunização dos maranhenses, conforme a permissão deferida pelo Superior Tribunal Federal na semana passada”, disse o gestor.

Balanço

O gestor da saúde no Maranhão também pontuou as conquistas da rede pública em 2020. Entre as quais destacou a ampliação da rede assistencial especializada com a abertura de sete policlínicas, as mais recentes no Cohatrac, em São Luís, e também nas cidades de Santa Inês e Presidente Dutra. 

“Em março, conseguimos chegar à marca de cinco policlínicas abertas no ano. Com as estruturas, tivemos um ganho significativo na oferta de atendimento em saúde à população da Região Metropolitana de São Luís, porque além destas, reformulamos outras unidades que já existiam na nossa rede, tais como as unidades Vinhais, Diamante, Cidade Operária e Vila Luizão”, lembrou Carlos Lula. 

Quanto aos hospitais de referência para Covid-19, o secretário destacou o investimento do Governo do Maranhão na abertura de hospitais permanentes, que servirão de legado aos maranhenses após a pandemia. As novas estruturas estão nas cidades de Santa Luzia do Paruá, Viana, Lago da Pedra, Paço do Lumiar e São Luís. 

Além dos novos hospitais, o Governo do Maranhão investiu em obras de reforma e ampliação no Hospital Regional de Carutapera, Hospital Regional de Itapecuru-Mirim, Hospital Regional de Timon, Hospital Regional Materno Infantil, Hospital Macrorregional de Imperatriz e no Hospital Macrorregional de Coroatá. Todas as unidades tiveram seus leitos ampliados para assistência a pacientes acometidos pela Covid-19 e outras doenças. No total, a rede de saúde ganhou 496 novos leitos para tratar da Covid-19 e de outras doenças. 

A partir de julho, com a queda e estabilização dos casos da Covid-19 no Maranhão, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) retomou o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas, por meio do Programa Mais Cirurgias que, entre setembro e novembro, permitiu a realização de aproximadamente 20 mil procedimentos. No último mês, a SES também reforçou a estratégia ao contratar o Hospital São Domingos para atender pacientes da rede pública estadual para o tratamento de radioterapia ou cirurgias eletivas.

Neste ano, o Governo do Maranhão ampliou a assistência materna-infantil e a rede de atendimento aos pacientes renais crônicos com a entrega do Centro de Hemodiálise de Pinheiro, o Hospital da Criança de Colinas, a Unidade de Terapia (UTI) Neonatal na Maternidade Humberto Coutinho (Colinas); e, em São Luís, a UTI Neonatal da Maternidade Benedito Leite, os novos leitos da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão e a retaguarda materna ‘Elisabeth Coelho Vaz’ na Santa Casa de Misericórdia.

Novidades

Para o próximo ano, a SES tem como missão inaugurar novas policlínicas e hospitais, ampliar os leitos de UTIs, além dos serviços de hemodiálise e odontológico. Já estão programadas as aberturas da Policlínica do Idoso, em São Luís, e da primeira Policlínica de Açailândia; UTI do Hospital Regional de Barreirinhas; UTI do Hospital Macrorregional de Imperatriz e a UTI Materna do Hospital Regional Materno Infantil; 50 leitos no Hospital Aquiles Lisboa; Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir) e serviço de hemodiálise de Presidente Dutra; Hemodiálise de Balsas; e hospitais nas cidades de Pedreiras, São Mateus, Poção de Pedras, Joselândia, Capinzal do Norte e o Hospital da Ilha (em São Luís).

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