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Por Lucas Vieira, G1 MA 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que pretende deixar o cargo estadual em abril de 2022 para concorrer às eleições. A declaração foi feita em entrevista à TV Mirante, nesta quarta-feira (23), onde falou sobre a aquisição de vacinas contra a Covid-19 para o estado e sobre o resultado das eleições municipais de 2020.

Flávio Dino, que cumpre o segundo mandato como governador, não especificou, no entanto, o cargo no qual pretende concorrer. Mas ao comentar a vitória do opositor Eduardo Braide (PODE) para a prefeitura de São Luís, minimizou as disputas internas na base do governo, que lançou três candidatos nas eleições deste ano, e disse que pretende se articular para reestabelecer o pacto entre os aliados ao longo de 2021.

"Provavelmente, devo concorrer às eleições e, por imperativos legais, devo deixar o governo em abril de 2022. Temos uma longa estrada até lá, são praticamente 15 meses [pela frente].Então, minha intenção é deixar tudo pactuado no que se refere a governo, vice-governador, senado, chapas, ao longo de 2021, para que a gente entre em 2022 com a casa arrumada", disse Flávio Dino.

O governador disse, ainda, que pretende usar a disputa interna da base aliada no pleito de 2020 como exemplo do que deve ser evitado nas próximas eleições.

"Em parte dos municípios do Maranhão, onde nós conseguimos nos unir, nós vencemos. Onde houve divisão, aí o resultado eleitoral fica mais difícil. É esse exemplo de 2020 que eu quero levar para 2022, para que a gente faça, agora no começo do ano, um pacto em que todos [base do governo] tenham liberdade de construir suas pré-candidaturas, mas submetidos a um pacto de união em favor da continuidade das transformações sociais no nosso estado", completou o governador.

Compra de vacinas

O Governo do Maranhão anunciou oficialmente, no dia 8 de dezembro, que sinalizou ao Governo de São Paulo o interesse na aquisição do "máximo possível de doses" da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Nesta quarta-feira (23), o governo de São Paulo deve divulgar os dados sobre a eficácia da CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

"Se houver aprovação, que eu espero que ocorra, abre-se uma janela concreta para o Ministério da Saúde ou os governos, em caráter subsidiário como definiu o Supremo, possamos implementar essa vacina. Estamos aguardando, ainda, a vacina AstraZeneca, que será fabricada no Brasil pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, e temos, também, a possibilidade da importação de vacinas estrangeiras", explicou Flávio Dino.


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