Compartilhe essa Notícia:

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr
Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão – Foto: Marcello Casal/ABr
O governo do Maranhão e a ONG Repórter Brasil lançaram na terça-feira (17) a terceira fase do projeto “Escravo, Nem Pensar!”, cujo objetivo é combater e prevenir o trabalho escravo por meio de ações educativas em escolas da rede estadual de ensino.

O projeto é fruto de uma parceria entre Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE) e Secretarias Estaduais de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e de Educação (SEDUC).

Em 2015, o Maranhão foi o primeiro estado a aderir ao projeto “Escravo, Nem Pensar!”. Agora, com a implementação dessa última etapa, será o primeiro a alcançar todos os municípios com ações educativas em escolas estaduais voltadas à prevenção e ao combate ao trabalho escravo.

O governo do Maranhão e a ONG Repórter Brasil lançaram na terça-feira (17) a terceira fase do projeto “Escravo, Nem Pensar!”, cujo objetivo é combater e prevenir o trabalho escravo por meio de ações educativas em escolas da rede estadual de ensino.

O projeto é fruto de uma parceria entre Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE) e Secretarias Estaduais de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e de Educação (SEDUC).

Em 2015, o Maranhão foi o primeiro estado a aderir ao projeto “Escravo, Nem Pensar!”. Agora, com a implementação dessa última etapa, será o primeiro a alcançar todos os municípios com ações educativas em escolas estaduais voltadas à prevenção e ao combate ao trabalho escravo.

“Vamos começar a fechar um ciclo que se iniciou em 2015. A ONG Repórter Brasil, com a metodologia do ‘Escravo, Nem Pensar’, em parceria com MPT, Secretarias de Direitos Humanos e Participação Popular e de Educação e a OIT, concluirá a capacitação dos gestores educacionais no estado. É um momento que a gente consegue capacitar os gestores para que eles possam replicar lá na ponta”, disse Erik Ferraz, oficial de projetos da OIT.

Para o subsecretário da SEDUC, Danilo Moreira, a iniciativa é importante para disseminar na comunidade escolar o conhecimento sobre trabalho escravo.

“Esse é um trabalho de prevenção, de formação do estudante e disseminação de valores para que a gente possa, no ambiente escolar, provocar reflexões sobre essas questões e desenvolver em nossa juventude um potencial para que fuja desse ciclo de miséria”, disse Moreira.

Por sua vez, o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular disse que “esse é um esforço importante em defesa da dignidade do trabalho, em defesa dos direitos humanos”.
Mobilização em rede

A ONG Repórter Brasil desenvolveu a metodologia do projeto “Escravo, nem pensar!” que, em um primeiro momento, capacita e treina gestores e educadores nos níveis estadual e municipal para o combate ao trabalho escravo.

Uma vez treinados, esses profissionais tornam-se replicadores e compartilham o conhecimento com os coordenadores das escolas. Ao final do processo, as alunas e os alunos são mobilizados por professores e diretores de suas escolas, muitas delas localizadas em comunidades vulneráveis ao aliciamento de trabalhadores para o trabalho escravo.

Nos quatro primeiros anos, as ações de prevenção ao trabalho escravo alcançaram 240.873 pessoas e foram desenvolvidas em 474 escolas de 138 municípios.

“Independentemente da quantidade de pessoas, do tamanho da população ou da cidade, sempre vai haver uma escola para colocar essa temática na agenda pública e fazer com que a população demande seus direitos e que os trabalhadores tenham uma rede de proteção para que não caiam nas armadilhas do trabalho escravo”, disse Natália Suzuki, coordenadora do “Escravo, Nem Pensar”.

“O ‘Escravo Nem Pensar’ é muito importante para o Ministério Público e para o Maranhão, pois leva a temática do trabalho análogo à escravidão a todos os municípios maranhenses, passa as informações aos educadores e esses transmitem para os alunos, que compartilham com a comunidade. Então, é uma forma de trazer a comunidade para o combate ao trabalho análogo à escravidão.”

“O combate não fica restrito ao Ministério Público, ao governo do estado ou a qualquer outra entidade, mas a própria comunidade é que participa desse combate”, disse o procurador do MPT Maurel Selares.

Comentários do Blogger

0 Comentários