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O corpo da idosa Josefa Maria da Conceição, de 92 anos, que morreu na terça-feira (4) após não poder realizar o procedimento de inalação em virtude do fornecimento de energia elétrica de sua casa ter sido interrompido pela companhia energética, foi enterrado nessa quarta-feira (5) em Imperatriz, no estado do Maranhão. O sepultamento, que contou com a presença de familiares e amigos, foi marcado por muita dor e revolta.
Josefa Maria estava chegando do hospital após ter sido recomendada pelos médicos que realizasse nebulização por meio de um aparelho que só era utilizado através de energia elétrica, quando um funcionário da Equatorial Maranhão (companhia energética do estado) interrompeu a energia na casa da vítima que ficava localizada no bairro Itamar Guará.
A suspeita é que o corte de energia elétrica, realizado na segunda-feira (3) tenha relação com a morte dela. É que ela dependia de um nebulizador, e teve seu quadro de saúde agravado após a interrupção da energia elétrica por parte da concessionária.
Após a morte da idosa, a Equatorial Maranhão emitiu uma nota lamentando o ocorrido e acrescentou que apurará sobre o caso a fim de adotar as as medidas administrativas necessárias.
Veja a íntegra da nota
“A Equatorial Maranhão lamenta o ocorrido no bairro Itamar Guará, em Imperatriz, nesta terça-feira (04). Entretanto, cabe esclarecer que até o momento não é possível atestar qualquer relação entre a suspensão do fornecimento e o fatídico acontecimento. De todo modo, a Equatorial Maranhão, informa que já deu início a ampla e profunda apuração interna e, após a sua conclusão, adotará as medidas administrativas que o caso requer”.
Investigação do Ministério Público
Após a morte de Josefa Maria da Conceição, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) decidiu investigar o caso dela. De acordo com o Joaquim Júnior, promotor de Justiça da Pessoa Idosa, caso o laudo médico comprove que o estado de saúde da idosa tenha sido agravado pela falta de energia, a Equatorial Maranhão, empresa responsável pelo fornecimento, pode ser responsabilizada criminalmente.
O MP trabalha com três hipóteses de investigação. Para isso, foram solicitados o laudo do corpo da vítima para o Instituto Médico Legal (IML) e o prontuário médico, que foi feito quando a idosa deu entrada no Hospital Municipal de Imperatriz (Socorrão) um dia antes de falecer.

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